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"Amados não creias em todo o espírito , mas provais se os espíritos são de Deus pois muitos falsos profetas se tem levantado no mundo"-1 João 4, 1.

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    Dom Willianson

    ''O egoísmo não é capaz de criar uma sociedade. (...) Assim, se o capitalismo for definido, além dos termos econômicos, como uma forma de organização da sociedade em que cada cidadão tem a liberdade de produzir tanto capital (ou seja, dinheiro) quanto ele possa e deseje, então o capitalismo mostrará várias contradições. Ele tenta criar uma sociedade exigindo a solidariedade por meio do encorajamento de todos a serem egoístas.

    Assim, o capitalismo só pode sobreviver enquanto os membros de uma sociedade capitalista ainda tiverem valores pré-capitalistas, como senso comum, moderação na busca de dinheiro e respeito pelo bem comum. Mas o capitalismo, tal como definido acima, não faz nada para promover qualquer um desses valores pré-capitalistas. Pelo contrário, age contra eles, como o egoísmo age contra a solidariedade. Portanto, o capitalismo é um parasita minando os valores pré-capitalistas do corpo social em que vive.

    Desde o final da Segunda Guerra Mundial, especialmente, todos os povos têm produzido cada vez mais dinheiro para prover conforto material, que agora preferem, em detrimento do conforto espiritual, que anteriormente dava sentido às suas vidas. Admirando e buscando dinheiro, eles ficaram felizes em deixar os homens do dinheiro se apoderarem de suas sociedades. Ainda mais admirados e buscando com mais vigor, os homens do dinheiro tomaram para si mais e mais dinheiro e poder. Afinal, que freios intrínsecos o dinheiro ou o poder têm para limitar uma busca ainda maior por eles? Nenhum. Os banqueiros se transformaram em verdadeiros gangsters.''

    Dom Richard Williamson. ''Desdobramento do capitalismo'', Comentários Eleison (CLXXIX), de 18 de Dezembro de 2010

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    Mais uma vez o Papa se mostra amigo dos hereges luteranos que fenderam a cristandade em 1517. A quem serve este papa que se posiciona frequentemente contra o parecer milenar da Igreja Católica? 
    O Papa Francisco, empenhado que está em promover um ecumenismo a qualquer custo com os pérfidos seguidores do heresiarca de Wittenberg, afirmou que Lutero teria levado a Bíblia às pessoas, repetindo assim um velho chavão consagrado por uma má historiografia que insiste em dizer que antes de Lutero a Bíblia era inacessível. O cerne da acusação é que Lutero teria sido o primeiro a traduzir a bíblia para a língua vernácula, coisa que, segundo os críticos, a Igreja Católica jamais teria feito; para os adversários da catolicidade a Igreja agiu assim com o fim de impedir ao povo o acesso as santas escrituras. Nada mais falso. Explicamos. 

    Antes da Bíblia de Lutero já havia traduções da mesma para o vernáculo, feitas por católicos. 

    Entre 1445 e 1520 75% das obras produzidas em tipografias eram religiosas o que inclui aí a Bíblia Católica (Janssen, J. Geschichte des deustchen volkes seit dem Ausgang des Mittelalters. Freiburg-im-Breisgau, 1878, p.10). Graças a imprensa, a Bíblia se difundiu mais amplamente entre o público que lia, desde antes da revolução de Lutero. Enumeram-se, pelo menos, dezesseis edições da Bíblia Vulgata em Paris entre 1475 e 1517 (1517 é a data inicial da reforma luterana). Na Espanha, a célebre Bíblia Poliglota de Alcalá (Em latim, hebraico e grego) estava pronta para a publicação em 1514. Em 1516, Erasmo de Roterdã publicou seu Novo Testamento. Da invenção da imprensa até 1520, houve 156 edições latinas da Bíblia(Moreau, E. La crise religieuse du XVI siécle. Paris, 1950, p.95.). 

    Para aqueles que sabiam ler mas ignoravam o latim, tendo o domínio apenas da língua vernácula, a Bíblia, traduzida em língua vulgar, se tornou mais acessível como nunca antes havia sido. Desmentindo a tese de que Lutero foi o primeiro a traduzir a Bíblia para a língua do povo alemão entre 1466 e 1520 apareceram vinte e duas versões alemã da Bíblia. A primeira tradução para o italiano acontece em 1471 e a primeira versão em holandês em 1477. Em Paris o rei da França pediu pessoalmente a seu confessor Rély, que mandasse imprimir a primeira Bíblia em francês completa que foi editada em 1487. Na Espanha, uma primeira versão em castelhano foi impressa em Saragoça em 1485. Uma segunda foi publicada em 1512 em Toledo(Delumeau, Jean. Nascimento e afirmação da reforma. Ed Pioneira, São Paulo, 1989, p.77).

    Segundo E, Delaruelle (Delaruelle, E. L'Église au temps du Grand Schisme et de la crise conciliaire. Paris, 1964, p.17) temos a seguinte estatística: "número de impressões antes de 1520; da Bíblia em alemão( alto alemão, baixo alemão e em holandês) - 22; da Bíblia em francês - 23; da Bíblia em italiano- 12; outras( catalã, tcheca, polonesa, russa)-6"

    Logo, fica demonstrado que Francisco repete a mentira protestante quanto a terem sido eles os divulgadores da Bíblia e os responsáveis por sua tradução para as línguas vulgares. Antes disso reis católicos, bispos católicos e leigos católicos já haviam feito traduções da sagrada escritura para a linguagem do povo e, consequentemente, democratizado a acesso a Bíblia uns 50 anos antes de Lutero.

    Rafael G. de Queiroz( Professor de história diplomado pela UERJ/ Docente da rede Seeduc RJ e Faetec RJ). 

    Fontes bibliográficas: 

    1- Delaruelle, E. L'Église au temps du Grand Schisme et de la crise conciliaire. Paris, 1964.

    2- Delumeau, Jean. Nascimento e afirmação da reforma. Ed Pioneira, São Paulo, 1989.

    3- Janssen, J. Geschichte des deustchen volkes seit dem Ausgang des Mittelalters. Freiburg-im-Breisgau, 1878. 

    4- Moreau, E. La crise religieuse du XVI siécle. Paris, 1950. 


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    Ignazio Silone - italiano, escritor do livro " A aventura de um pobre cristão", sobre o Papa Celestino V, que reinou sobre a Igreja no fim do século 13 - desenvolveu na obra supracitada uma narrativa histórica sobre a tensão entre a liberdade individual e o poder da instituição. O livro traça o contexto da época, que foi um tempo conturbado. Depois da morte de Nicolau IV, em 1294, duas famílias romanas - os Colonna e os Orsini -  passaram a disputar o Papado. Transcorreram suspensões do conclave, surtos de peste, revoltas em Roma, etc. A igreja ficou 27 meses sem Papa. Em 1296 o rei de Nápoles invadiu o conclave e obrigou os cardeais a elegerem alguém. Pedro Morrone, monge idoso, foi eleito e virou o Papa Celestino V.  

    Celestino V tinha passado a vida organizando sua comunidade monástica. Pouco entendia da organização burocrática dos estados pontifícios. Para fugir da Cúria transferiu a sede apostólica para Nápoles. Pressionado pelas ambições reais e da cúria romana, Celestino renunciou perante os cardeais, após três meses e voltou a sua vida de penitência. Em seu lugar subiu ao trono pontifício Bonifácio VIII. 

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    Ignazio Silone
    A eleição de Celestino foi recebida com expectação na época. Durante o século 13 as teses do monge calabrês, Joaquim de Fiore, ganhavam adeptos em várias frentes. Fiore ficara famoso por suas idéias referentes a um esquema triplo de desenvolvimento da história: haveria três eras, a primeira, do Pai, marcada pelo antigo testamento; a segunda, a do Filho, marcada pela prevalência da Igreja Católica e a terceira, a do Espírito Santo, que substituiria a Igreja Hierárquica por uma nova Igreja, pobre, espiritual e sob liderança dos monges. As heresias mais violentas, em termos de tentativa de derrubada da ordem eclesiástica e social da cristandade tiveram relação com as doutrinas joaquimitas. Os primeiros a serem contaminados pelos erros joaquimitas foram os chamados Espirituais Franciscanos, depois os Pseudo-apóstolos, os dolcinianos, etc. 

    Sobre as heresias dos espirituais franciscanos - uma facção do franciscanismo que seguia o joaquimismo - é importante notar algumas delas como as seguintes: 

    - O Anticristo viria em 1248, - marcaram-se, depois, outras datas - e ele seria o Imperador Frederico II., ou um Papa. 

    - Haveria um grande castigo  no qual a maior parte dos homens seria eliminada. Mesmo boa parte dos frades franciscanos seria eliminada, sobrevivendo apenas um pequeno resto, que formaria o reino do Espírito Santo.

    - Este reino espiritual seria o dos monges, que substituiria a ordem dos sacerdotes. Viria um grande Papa - o "Pastor Angelicus", que vários Papas pretenderam ser - e um grande Imperador que instaurariam o reino do Espírito Santo.

    - Assim como a Igreja substituíra a Sinagoga, haveria uma Nova igreja espiritual, igualitária (sem hierarquia) e pobre, sem nenhuma propriedade, que substituiria a Igreja dotada de poder e riqueza. 

    -  A lei de Deus seria abolida, sendo instaurada a lei do Amor.

    O Papa Celestino conhecia os espirituais franciscanos, e os recebeu com benevolência quando ascendeu ao pontificado. Ouviu as suas queixas e os atendeu; desligou-os de toda obediência com relação à Ordem Franciscana, e autorizou-os a viver nos eremitérios para ali observar a Regra e o Testamento de São Francisco; deu a esse novos Eremitas o nome de Pobres Eremitas, e os colocou sob a proteção do Cardeal Napoleão Orsini. 

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    Celestino V


    Silone caracteriza Celestino V como um "homem que ignorava a grandeza politica da cristandade". Opondo-se a mentalidade do mesmo teríamos o Cardeal Caetani, futuro Bonifácio VIII, o homem da cúria. A Celestino V repudiava o fato de que a Igreja estivesse organizada como um poder. A Caetani era perfeitamente compreensível que ela fosse um poder, sendo ela não mais um pequeno rebanho, como outrora nos tempos apostólicos, mas uma comunidade supranacional, a maior do mundo. Celestino V queria e acreditava poder governar a Igreja apenas com o pai nosso. Caetani sabia que isto não era suficiente. 

    Celestino pensava ser a ambição do poder, o desejo de mando, o problema essencial das relações humanas. Diria o mesmo: " Servir-se de poder? Que ilusão traiçoeira. O poder é que se serve de nós. O poder é como um cavalo difícil de governar.Ele segue seu próprio caminho ou, melhor dito, o que ele consegue seguir. Não se pode exigir que um cavalo voe. É necessário dar-se por contente quando se permanece sobre a sela". O poder é a fonte do mal: " a fonte de todos os males da Igreja encontra-se na tentação do poder", dirá Celestino; ele irá asseverar que "ambição e fome de poder são uma espécie de possessão diabólica que corrói a alma, abala-a, perde-a. Também quando procuramos o poder com boas intenções. A tentação do poder é a mais diabólica na qual o homem pode cair. Satanás provou com ela o próprio Cristo. E o que não conseguiu com Cristo obteve com seus representantes. Esta tentação é mais perigosa que a dos sentidos e ela sucumbem muitos varões castos".

    A consequência lógica da mentalidade de Celestino V era aquela que Silone soube retirar com clareza em sua obra: "é impossível ser papa e ser um bom cristão". 

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    Joaquim de Fiore anunciava a vinda de dois anjos ou mensageiros de uma nova era para o mundo, e a de um papa angélico, parecido com a "pomba de Noé' que prenunciava a vinda de um novo tempo. Os contemporâneos do século 13 viram em São Francisco e São Domingos, os dois anjos e, em Celestino V, o papa angélico. Uma visão milenarista dominou as mentes no século 13 e 14. Os espirituais franciscanos viam Celestino como aquele que iria conduzir a humanidade aos tempos da Igreja primitiva e, quiçá, aos primórdios da humanidade quando ainda não havia entrado o pecado. Chegava ao fim a Igreja da Lei, nascia a Igreja do Espírito, pensavam. O reino de mil anos começaria.

    Estes impulsos milenaristas decorriam, indiretamente, da novidade franciscana e mendicante. O ideal de pobreza, juntamente com outros conselhos evangélicos, estava  virando o símbolo da revolução. São Francisco com sua tônica na nova dimensão da pobreza trouxe a irrupção de novas forças. A vida em conformidade com Cristo é conformidade com o sofrimento de Cristo, não com Cristo-rei em sua glória. São Francisco criou uma forte identificação entre Cristo e o pobre, os humildes e sofredores. Mas o Cristo dos pobres não é o Cristo da hierarquia sacerdotal e régia, nem a cabeça do corpo místico de Cristo - a Igreja - e da humanidade. A evocação de São Francisco, de certo modo, desestabiliza a ordem social medieval baseada no poder de duas ordens (clero e nobreza) como funções do corpo social. E a idéia de Igreja dos Pobres terá consequências históricas impressionantes. Muito da retórica protestante anti-romana nasce da acusação contra o poder do Papa como um poder mundano, como um símbolo do anticristo; o mesmo diga-se das acusações lançadas contra a Igreja Católica pelos cismáticos orientais - ditos ortodoxos - bem explicitada no poema do Grande Inquisidor de Dostoiévisk que diferenciava o apelo de Cristo a liberdade pessoal do homem em face à inquisição e ao poder da Igreja; para Dostoiévisk o Catolicismo buscou "corrigir" a obra de Cristo que teria vindo a terra para que os homens amassem e cressem em Deus por causa de Deus e não por causa dos milagres, para que os homens tivessem fé não por causa da autoridade mas por convicção livre; para o escritor russo o Catolicismo se funda num pragmatismo político em face da humanidade, numa descrença de que se possa levar os homens a Cristo sem fazer uso do poder, da lei, etc. Dostoiévski afirma que, então, o Catolicismo é a negação do Cristo dado que ele teria apelado a pura liberdade espiritual do homem. Dentro destes enfoques, no que eles tem de comum, a ilação lógica é simples: o catolicismo deve ser superado e uma nova Igreja deve surgir. 

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    É justamente aqui que entra a figura do Papa Francisco. Façamos um breve histórico. 

    O nome Francisco para o novo Papa já vinha sendo defendido pela ala progressista antes do conclave que elegeu Bergoglio. E, ao defender o nome que o Papa devia assumir, defendiam também um programa : "Deponho esta férula de prata: como diz Marcos, não levem para a viagem nada mais do que um bastão. Deponho este chapéu anacrônico: mais do que um pastor, ele me mostra como um sátrapa oriental". Ele se desfolha como uma cebola: do anel de zafira, da cruz de ouro maciço, dos paramentos "luxuosos que deveriam render glória a Deus e se tornam ofensa para os pobres"( http://www.ihu.unisinos.br/noticias/518273-a-hora-impossivel-de-um-papa-francisco-i)

    O trecho supracitado é da obra do padre Paolo Farinella que viveu em Jerusalém e que foi amigo do Cardeal Martini. Em 2000, publicou o romance "Habemus Papam, Francesco I", que seria um papa da "caridade e comunhão". Isso demonstra que houve, nos subterrâneos da Igreja, uma conspiração para que este pontificado de Francisco, eleito para cumprir um papel pré-definido, acontecesse. Francisco foi eleito para fazer o joaquimismo sentar-se no trono de Pedro.

    Logo após a eleição, Francisco fez questão de romper, de certo modo, com a cúria romana indo morar na Casa Santa Marta. Um gesto parecido com o de Celestino V que foi viver em Nápoles, longe da burocracia pontifícia.( http://www.acidigital.com/noticias/o-papa-francisco-explicou-por-que-mora-na-casa-santa-marta-95263/). 

    Ao invés do tradicional anel de ouro, usado pelos papas para designar sua excelsitude enquanto sucessor de Pedro, Francisco adotou o anel de prata( http://veja.abril.com.br/mundo/papa-francisco-usara-anel-de-pescador-de-prata/).

    Francisco, por estas e outras, encarna a velha idéia do "Papa Angélico".

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    Voltemos a Silone, autor do livro sobre Celestino V. Ignazio Silone fora militante do PCI - partido comunista italiano. Tendo virado secretário geral do PCI, tornou-se membro do Komintern tendo ido várias vezes a URSS na década de 30. Nestas viagens ficou decepcionado com o regime stalinista e seu sufocamento das liberdades, sua imoralidade, crueldade, etc. Em 1937 ele escreveu um romance na Suíça onde manifestou seu descontentamento com o comunismo. Na obra tocara na possibilidade de subistituir o fascismo pelo comunismo, na Itália; o personagem principal do romance, um comunista dissidente, perseguido por Moscou, que se fantasia de padre para sobreviver, afirma que de nada valeria trocar fascismo por comunismo pois seria o mesmo que trocar a inquisição negra pela vermelha, e que o socialismo burocrático, assim como o fascismo, iria perseguir sem piedade todos os que se atrevessem a pensar de forma livre. Silone foi um dos primeiros pós-marxistas, que abandonando o modelo soviético, continuava a crer na utopia. No livro que escreveu sobre o papa Celestino V a idéia era recuperar a utopia, sob novos moldes. Silone acreditava que uma síntese entre o melhor do cristianismo e o melhor do comunismo seria a base para esta nova utopia: ela seria baseada num sentimento cristão de fraternidade e numa inclinação para com os pobres e fracos; com isso se salvaria a essência do cristianismo - presente no Pai Nosso -  e do socialismo. Cristianismo visto como reino da fraternidade universal e não como religião institucional e dogmática; socialismo como mística do homem e da humanidade e não como burocracia. Um novo socialismo cristão: era nisso que Silone pensava. 

    E não é nisso que Francisco pensa? 

    Não é isso que Francisco tenta realizar quando chama o MST a Roma? ( http://www.mst.org.br/2016/11/04/joao-pedro-stedile-comenta-encontro-dos-movimentos-populares-com-papa-francisco.html)

    Não é isso que Francisco postula, uma nova era de fraternidade universal, sem base na fé católica, mas num ideal genérico de direitos humanitários quando vai a ONU discursar sobre o papel dos governantes no combate a pobreza, sem referência aos seus deveres quanto a reconhecerem o reinado de Jesus Cristo e o poder de sua Igreja na terra? (http://noticias.cancaonova.com/especiais/pontificado/francisco/discurso-do-papa-francisco-na-onu/). 

    Não é a destruição da Igreja da lei, dos canônes, a Igreja da ordem, para dar lugar a nova Igreja do Amor, que Francisco tenta realizar, ao relativizar postulados eternos, abrindo espaço para este humanitarismo socialista-libertário?(https://fratresinunum.com/2016/11/14/bombastico-cardeais-divulgam-carta-e-questionamentos-sobre-amoris-laetitia-que-francisco-se-negou-a-responder/)

    Não restam mais dúvidas de que Francisco é o eixo do neo-joaquimismo, dos delírios milenaristas heréticos que acreditam poder recriar o paraíso perdido nesta terra de exílio, com base numa síntese diabólica entre catolicismo e o reino deste mundo, representado pelos poderes e movimentos globais atrelados ao humanismo progressista, ao socialismo liberal, e ao ideário maçônico da Religião do Homem, Homem entronizado no lugar do Deus Trindade, Homem que se assentará no Trono de Deus para ser adorado no lugar dele.

    Rafael G. de Queiroz. 


    Referências bibliográficas

    Boni, Luis Alberto. De Aberlardo a Lutero; estudos sobre filosofia prática na Idade Média. EDIPUCRS, Porto Alegre, 2003. 

    Silone, Ignazio. L' avventura d'un povero cristiano. Milano, 1968. 

    Souza, J. A eleição de Celestino V em 1294 e a crise da Igreja no final do século 13". In: Veritas 39(1994), n.155, p 481-498. 

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  • 12/28/16--08:56: Olavo "Lutero" de Carvalho
  •  Olavo mentiu para mim: Episódio 3!







    Todos sabem que Olavo se jacta de ser católico mas todos sabem, também, que várias de suas falas destoam, radicalmente, do ensino magisterial da Igreja Católica. 

    Mais uma vez o mago de Campinas mostra seu enorme compromisso com a ortodoxia romana ao postular uma doutrina estranha sobre a salvação, pois vejamos: 







    O que Carvalho diz, é próximo demais da visão forense de salvação, postulada por Lutero. O heresiarca alemão, responsável pelo movimento protestante, aduzia que a salvação viria somente pela fé, sem a necessidade de obras. O que Olavo assevera não é exatamente isso mas é próximo, muito próximo disso. Segundo Lutero, como somos pecadores e, mesmo depois da atuação da graça em nós pela fé, continuaremos a sê-lo( Lutero identifica pecado e concupiscência; na teologia católica concupiscência é apenas tendência ao pecado) então não poderemos entrar no céu senão por um decreto judicial da parte de Deus: Cristo nos cobrirá com o "manto da justiça" e o Pai, ao invés de olhar para nosso interior pecaminoso e impuro, olhará para o manto de Cristo, onde estão cravados seus méritos. Mesmo impuros, entraremos no céu por conta duma salvação puramente externa, jurídica, fiducial. 

    Olavo diz quase o mesmo na primeira postagem: se nossas obras não forem suficientemente marcadas pelo amor de Deus e estiverem enxameadas de impurezas e de amor desordenado às criaturas, então Cristo usará essa má imitação dele por nós, contra os demônios, para nos salvar. Segundo Carvalho até aos demônios repugnará tal decisão arbitrária de Cristo que, mesmo sabendo de que o imitamos mal - o que equivale a dizer que não o imitamos -  nos dará a salvação sem mérito sobrenatural de nossa parte (ou seja, sem que estejamos imbuídos de obras de caridade, de amor  a Deus). Na postagem seguinte a coisa piora; ali ele tenta conciliar duas teses contrárias: a de que somos salvos só pela fé e a de que a fé sem obras é morta; a confusão é total pois quando São Paulo diz que o "justo viverá pela fé" não aduz que a pura fé, a pura confissão de Cristo, basta para a salvação. A argumentação de São Paulo na mesma epístola aos Romanos, onde fala de que o justo vive pela fé, mostra claramente que a fé de Abraão foi operativa: por que ele creu, agiu e ofertou o filho a Deus. A fé leva às boas obras. Essa contradição entre fé e obras só existe na insanidade herética dos protestantes, jamais no interior da doutrina católica. Ademais, a repulsa de São Paulo a certas obras, como via de salvação, se refere às obras antigas, às observâncias da antiga lei e não dos mandamentos da nova lei, trazida por Nosso Senhor Jesus Cristo.  Portanto, Olavo parte de uma premissa protestante, de um pressuposto luterano fundado num falso problema e numa irreal oposição entre salvação por fé e ou por obras, para avaliar a questão da redenção. 

    A seguir o bruxo da Virgínia admite que o bem que fazemos não serve à nossa salvação mas apenas serva  para que Deus tenha um "pretexto" para nos salvar. Mais uma vez a heresia luterana se insinua. A doutrina católica admite que sem fé é impossível agradar a Deus mas entende, igualmente, que as obras nos mantém na graça, pois fomos salvos para praticar o que é bom; outrossim o homem, sem a graça, nada pode fazer de bom; a posição católica é clara: a fé nos redime pela graça e nos dá os meios sacramentais necessários para que façamos o bem que agrada a Deus e sem o qual não podemos ser salvos pois nada de impuro pode entrar no céu. Como diz o catecismo tridentino: 

    “[…] Tudo atribuindo à Sua bondade [de Deus], agradecemos sem cessar Áquele que nos comunicou o Seu Espírito, por cuja valia nos encorajamos a chamar "Abba, Pai!". Depois, consideraremos, seriamente, o que nos toca fazer, e o que nos toca evitar, a fim de conseguirmos o Reino do céu. Com efeito, Deus não nos chamou para a inércia e preguiça, porquanto chegou até a dizer: ‘O Reino do céu cede à violência, e são os esforçados que o arrebatam’ [Mt 11,12]. E noutra ocasião: ‘Se queres entrar para a vida, observa os Mandamentos’ [Mt 19,17]. Por conseguinte, aos homens não lhes basta pedirem o Reino de Deus, se de sua parte não houver zelo e diligência para o alcançar; precisam pois, colaborar vigorosamente com a graça de Deus [1Cor 3,9], e manter-se no caminho que conduz ao céu” [ Catecismo Romano. Edições Serviço de Animação Eucarística Mariana. Tradução de Frei Leopoldo Pires Martins, O. F. M. Pg 526-527.]


     A tese do "pretexto"é semelhante à da redenção judicial de Lutero pela qual alguém é salvo apesar de suas más obras, ou apesar da insuficiência de caridade de suas boas obras, por um decreto divino que usa o manto de Cristo como pretexto jurídico. Comparem a afirmação de Lutero à de Carvalho: 

    “Se és um pregador da graça, então pregue uma graça verdadeira, e não uma falsa; se a graça existe, então deves cometer um pecado real, não fictício. Deus não salva falsos pecadores. Seja um pecador e peque fortemente, mas creia e se alegre em Cristo mais fortemente ainda…Se estamos aqui (neste mundo) devemos pecar…Pecado algum nos separará do Cordeiro, mesmo praticando fornicação e assassinatos milhares de vezes ao dia” [Carta a Melanchthon, 1 de agosto de 1521 - American Edition, Luther’s Works, vol. 48, pp. 281-82, editado por H. Lehmann, Fortress, 1963]

    Embora haja uma diferença de tom e forma, em termos de conteúdo as alegações de Lutero e Carvalho são substancialmente próximas. 

    Quem tiver olhos que veja: Olavo mentiu. Olavo não é católico. 








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    Luiz Gonzaga de Carvalho, filho de Olavo e guru esotérico, mente sobre a Igreja Católica.


    Pontifica Luiz Gonzaga de Carvalho Neto, vulgo Gugu, a.k.a. Sidi Ahmad, astrólogo errante que já viveu numa penca de cidades brasileiras e na Romênia, vez ou outra dando cursos de religião comparada inclusive aos católicos - sob indiferença ou omissão da "ortodoxia combativa" de seu pai que já teorizou sobre excomunhões e interditos nos quais teriam incorrido (segundo ele) cardeais e até o papa:
    "Qualquer padre de ESQUINA na Igreja Ortodoxa, se perguntado: 'por que que a gente tem que ter essa religião aqui', responde 'é simples, meu filho, você tem essa religião pra você realizar um processo que se chama THEOSIS, deificação; você vai fazer isto, isto, isto e aquilo pra você participar da vida divina até atingir a perfeição espiritual.'É perfeitamente claro.
    No Ocidente, eu não sei por que, a religião cristã como que se AFEMINOU. Ela virou um discurso de uma novela de amor, é uma história de amor escrita por mulheres para mulheres. As pessoas vão à Igreja no Ocidente para obter experiências emocionais, pedir ajuda, se sentir bem, 'hmmm...', percebe? Mas isso não é o projeto cristão. Se você olhar até a Idade Média, todo mundo sabia que cristianismo não era isso!
    Entra numa igreja ortodoxa e pergunta para um padre ortodoxo o que é o cristianismo e por que você deve fazer aquilo. Ele vai te dizer exatamente assim: 'é assim, assim, assim, por causa disso, disso, disso, e o propósito desse negócio é você obter a natureza divina.'
    A Igreja Ortodoxa é a única igreja em que a população masculina equivale à população feminina. A única igreja em que os homens vão é a Igreja Ortodoxa. Porque ela não é apenas esse discurso emocional diluído que se tornou a Igreja no Ocidente, onde todo mundo vai à Igreja para aplaudir, pra se sentir bem, pra sentir que Deus te ama e você ama a Deus... Para a maior parte dos homens, isso soa mais ou menos como conversa fiada, papo furado, bobagem. Se tem uma coisa que homem não gosta é quando ele percebe que alguém está tentando manipular as emoções dele, e é geralmente isso que se faz na maior parte das igrejas no Ocidente."
    _____
    É verdade que houve uma feminilização - mais espiritual que propriamente comportamental - da sociedade como um todo e também dos leigos e da hierarquia eclesiástica da Igreja Latina.
    No entanto, a virilidade católica é um artigo que pode ser encontrado em não poucos meios, mesmo na "Igreja Conciliar" de alguns lugares como a África ocidental, Filipinas, Hungria, Lituânia e Polônia. Sem falar na pujante "Igreja do Silêncio" que está nas catacumbas da China e de outras tiranias vermelhas residuais do Sudeste Asiático e do Extremo Oriente.
    Além delas, há as igrejas católicas sui iuris cujas sés primaciais estão no mundo eslavo ou no Levante, mas cujo rebanho de fiéis (diasporizados, "autóctones" ou neoconvertidos) no Ocidente, além de numeroso e crescente, é cada vez mais percentualmente representativo dentro dessas igrejas particulares, o que tende a sepultar de vez certo viés de "capelania étnico-tribal" ainda conservado e entranhado nas igrejas cismáticas "ortodoxas" - tão supostamente mais bem preservadas da corrupção do "Ocidente liberal" quanto mais estáticas e mumificadas no orgulho da própria sofisticação, satisfeitas demais com a "Igreja do primeiro milênio" a ponto de não poderem se dar conta das almas de todas as gerações, estamentos e etnias que não tenham testemunhado desde o berço o esplendor da "Lux Orientalis". No entanto, é de justiça dizer que faz-se hiato a esse narcisismo eclesial triunfalista e acomodado sempre que as demandas dos poderes terrenos queiram usar a pretensa autoridade eclesiástica "ortodoxa" para sanar os desarranjos culturais internos de sociedades indóceis ou imprestáveis à ambição desses poderes, ou ainda, para aliciar deslumbráveis e desiludidos dos países estrangeiros hostis ou desconfiados de tais poderes. Eis aí súmula da "igreja" celebrada pelo Gugu e por ele colocada como modelar para a Igreja Católica.
    Ah, permitam-me espichar esse parêntese (não tão parêntese agora) sobre essa questão da idoneidade do cristianismo crido e ensinado por católicos e "ortodoxos": por pior que de fato esteja, a Igreja Católica conserva os poderes de seu Divino Fundador e dos Apóstolos e pode deliberar conclusivamente em concílio acerca de suas perplexidades - como feito em Trento, por exemplo. Na falta de um tal debate, o desenlace dele pode ser protelado indefinidamente até sem prejuízo duradouro e inclusive ordinariamente substituído pelo juízo monocrático apenas aconselhado do papa. Já os cismáticos não demonstram poder fazer isso faz quase mil anos e não podem e/ou não querem dar assentimento a uma instância permanente de arbitragem e deliberação que supra ou substitua a falta de um concílio dogmático, de modo que deveriam admitir alguma das seguintes proposições:
    - o poder dos Apóstolos deixou de existir entre os cristãos remanescentes
    - o poder dos Apóstolos é supérfluo, desnecessário ou inútil na vida corrente da Igreja,
    - o poder dos Apóstolos só age dentro da vida corrente da Igreja servindo-se da espontaneidade ou da correlação de forças de seus membros, sem a possibilidade de mediação por uma inteligência institucional jurídico-burocrática perene e visível a arbitrar disputas e a sanar dúvidas
    - a mediação de uma inteligência institucional jurídico-burocrática intrínseca e visível obstaculiza e até impossibilita as operações do poder dos Apóstolos na disciplina e no esclarecimento da Igreja, o que torna a situação atual (misto de dúvida, disputa e estagnação) preferível às definições e ao desenvolvimento trazidos por um concílio dogmático ou pelo papado
    - não há cristãos remanescentes que possam usar o poder dos Apóstolos
    - tal poder continua a existir mas escapou das mãos dos "ortodoxos" (quem sabe para as mãos de novos guardiões do Evangelho, ou até para as mãos de propositores de um "novo Evangelho" ora ignorado ou ainda por vir ...)
    - o poder dos Apóstolos está aquém da plenitude na Terra sem um papa correligionário, o qual só poderia ser dado aos crentes nos dias de hoje com a ereção de um novo papado cuja sede e ocupante ainda não foram (se é que poderiam ser) acordados entre os "ortodoxos", o que TALVEZ pudesse acontecer na conclusão dos trabalhos de um concílio cuja qualificação dogmática teria de ter reconhecimento unânime entre tais crentes, concílio esse que aparentemente não estão em condições de reunir ou de concluir
    - o poder dos Apóstolos só serve para exercer uma taxidermia eclesiástica reativa a Roma, e mesmo assim incapaz de produzir uma contestação ampla, cabal e unívoca capaz de sistematizar uma doutrina vinculante respaldada por medidas jurídicas, políticas e pastorais coerentes e sinérgicas contra os erros supostamente levantados desde o Vaticano, tornando assim a "Ortodoxia" um clube de queixosos (quanta virilidade, Gugu!) e de (olha que ironia!) protestantes
    - o poder dos Apóstolos continua onde sempre esteve e estará: na Igreja Católica Apostólica Romana, assistida de forma integral pelo Divino Espírito Santo, de modo que só isso explicaria que a Roma ébria de liberalismo e modernismo é salva de si mesma sempre que se esforça para destruir a moral, a disciplina, a liturgia e a espiritualidade sustentados por séculos entre o povo fiel.
    Portanto, antes que queiram renovar seus resmungos anti-romanos, os "ortodoxos" deveriam se dar ao trabalho de uniformizar (mediante um concílio com começo, meio e fim cujas conclusões sejam vinculantes e aceitas por todos eles) o entendimento e a aplicação correntes da doutrina do primeiro milênio de cristianismo e responsabilizar e penalizar de forma direta todos os culpados pelos desvios introduzidos pela "Roma novidadeira" que alegam detestar. Até lá, que tratem de ficar quietos - ou de fazer o "mea culpa" pela propagação de supostas heresias que se eximem de condenar com os meios mais eficazes hipoteticamente disponíveis - ou seja, o tal concílio de que falei ou um papado confiável e de reta doutrina restabelecido pelos verdadeiros crentes. Podem ir brincar de headbangers lá no Muro das Lamentações com os deicidas ...
    Findo esse parêntese extenso, e considerados os casos talvez ainda promissores dessas igrejas particulares isoladas e precarizadas da recensão do Novus Ordo ou a ela subservientes, há ainda que se considerar também a reserva de espiritualidade varonil dos contingentes cada vez maiores e mais combativos do pessoal ligado à antiga liturgia latina - frequentada até mais pelos homens que pelas mulheres, e mais pelo destemor dos jovens que pelo saudosismo dos velhos.
    No mais, que o Gugu trate de abandonar o sincretismo e o ecletismo tariqueiro antes que a barba dele fique completamente chamuscada pelos miasmas sulfúricos do Inferno, miasmas esses que já o estão deixando com a aparência de alguma coisa que lembra a hibridização da Marina Silva de porre com o Schuon usando Jequitilt. Até que ele desista de ser o Seu Madruga sufi que pensa que é a Bruxa do 71, é bom também que ele dê uma melhorada na acurácia das previsões astrológicas com as quais ele cativa elementos que tem mais dinheiro que juízo ou memória. Afinal, não são todos que se esqueceram do mapa astral por ele confeccionado no qual era vaticinada a vitória de Ciro Gomes nas eleições presidenciais de 2002.

    Autor: Victor Fernandes. 



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       O historiador argentino Federico Rivanera, revela em sua obra, "La última etapa de la globalización: el gobierno mundial judío", páginas 23 a 25, a origem do internacionalismo que visa, entre outras coisas, atacar a noção de nacionalidade e de cultura. 

         O objetivo é claro: destroçar o que ainda resta de ocidente cristão para abrir caminho para o domínio duma elite política-econômica judaica. 

           Confiram abaixo: 











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    Bremmer, um pateta a serviço de Wall Street. 




         Aqui não temos a ilusão de ver Trump como o "messias" que vai salvar o mundo da degeneração da Nova Ordem Mundial. Evidente que isso passaria por um ressurgimento cristão amplo, só possível se a crise na Igreja Católica for resolvida. Contudo não podemos nos dar ao luxo de não considerar que Trump, em diversas linhas, se opõe às forças globalistas. Suas recentes ações referentes a disposição de cancelar acordos climáticos mundialistas - que sabemos põe em risco o crescimento industrial dos EUA mas também de países emergentes como o Brasil - e de nomear ministros vinculados ao antiabortismo, mostram que, apesar de algumas graves limitações de seu governo, existem sinais decisivamente positivos quanto ao seu papel antiglobalista.  

         Um dos signos que evidenciam o antiglobalismo de Trump é a maquinação mundial de todos os grandes canais de mídia - que obedecem, via de regra, ao financismo mundial - para manchar de todos os modos a sua reputação. Acusações vagas de "homofobia", "sexismo", "racismo" são lançadas contra o novo presidente americano - sem que nada disso seja provado, acusações destinadas a atingir a imaginação moldável das massas através da repetição de injúrias em todos os canais, para dar a impressão de unanimidade - enquanto, por outro lado, "análises" geopolíticas fajutas são vendidas à classe intelectual como expressão do "perigo real e imediato" representado por Trump, que seria o ponto de inflexão da globalização, sempre apresentada como um processo inevitável de progresso da humanidade que não poderia ser parado sem prejuízo dos "direitos humanos". 

         Aqui no Brasil esta pantomima midiática é representada sobremaneira pela Globo News que resolveu trazer ao público uma entrevista de Ian Bremmer, guru de geopolítica do The Economist. Bremmer é um sujeito que teve a carreira financiada por grupos financeiros ligados a Wall Street. Ele é um intelectual orgânico, a serviço do mundo bancário global. Seu papel é dizer para o mundo que a globalização promove paz, progresso, prosperidade e que governos que se opõem à mesma criam instabilidade e abrem espaço para guerras, conflitos, atraso, pobreza, etc. 

          Entre seus compromissos profissionais, Bremmer atua como professor na Universidade de Nova Iorque, é o colunista de assuntos externos e editor-em-grande para Time , um colaborador para o Financial Times e também publicou artigos no Washington Post , no New York Times , no Wall Street Journal , em Harvard Business Review , Foreign Affairs e muitas outras publicações. Ele aparece regularmente na CNBC, CNN, Fox News Channel, Bloomberg Television, Rádio Pública Nacional, a BBC e outras redes. Trabalha no Conselho do Presidente da Fundação para o Oriente Próximo , no Conselho de Liderança da Cúpula de Concordia e no Conselho de Curadores da Intelligence Squared. Em 2007, foi nomeado como "Líder Global Jovem" do Fórum Econômico Mundial e, em 2010, fundou e foi nomeado Presidente do Conselho da Agenda Global para Risco Geopolítico do Fórum.

         Bremmer defende a tese que o mundo entrou num estágio de G-Zero desde 2008, ou seja, em que há uma crise de liderança global. Os EUA com Trump deixariam de ser a liderança global que sempre foram. Bremmer fala que há três aspectos principais dessa liderança americana que serão afetados pela administração Trump, ampliando o impacto do  “mundo G-Zero”, em que cada país cuida de si: o papel dos Estados Unidos como guarda do mundo; a arquitetura do comércio internacional e a defesa de valores globais.

          Sobre isso Bremmer aduz que:

    "Não é para ser assim. Somos o número um, os Estados Unidos são o todo poderoso. Americanização e globalização, há várias gerações, são praticamente a mesma coisa. Seja com a Organização Mundial do Comércio, com o FMI, o Banco Mundial, os Acordos de Bretton Woods sobre a moeda; essas eram instituições americanas, nossos valores, nossos amigos, nossos aliados, nosso dinheiro, nossos padrões. Era assim que o mundo funcionava."(https://www.ted.com/talks/ian_bremmer_how_the_us_should_use_its_superpower_status?language=pt-br)

        Em suma: para Bremmer o erro de Trump é descolar os EUA da globalização. Os EUA devem servir à globalização, aos seus mecanismos financeiros em outras palavras. Ele afirma que se os EUA agora não podem liderar da forma tradicional ao menos deveriam liderar por exemplos, fornecendo os valores globais( direitos humanos universais, liberdade geral de comércio, democracia, igualitarismo, etc). 

        A presença dele na Globo News é uma estratégia: formar a opinião da classe letrada brasileira contra o trumpismo deixando claro o seguinte:

    1- A Globalização precisa de um EUA interventor na política internacional senão como polícia da Nova Ordem para manter a Paz, ao menos como ator exemplar para espalhar valores morais que legitimem a globalização; 

    2- Com Hillary esse papel ia continuar e com isso o mundo seria mais seguro(para os investidores de Wall Street é claro);

    3- Com Trump isso acabou e assim a chance de haver "guerras por todo o globo" aumenta e muito;

       Bremmer é um prestidigitador; se pensarmos na quantidade de guerras que a atuação dos EUA como promotor do globalismo geraram, fica evidente sua má fé analítica: guerra do Golfo, do Iraque, do Afeganistão, balcanização do norte da África(primavera árabe), balcanização da Síria (com financiamento direito aos rebeldes sunitas), criação das condições para a fundação do Daesh, invasão da Europa por refugiados africanos e asiáticos provenientes das áreas balcanizadas, etc. Essa é "paz global americana" oferecida por Bremmer: um mundo seguro para os investidores da classe bancária mas altamente problemático para países pobres e fracos, para a Europa(cada vez mais ameaçada pela islamização graças aos valores globais ligados à abertura total de fronteiras), para os países do Oriente Médio que tem a coragem de enfrentar a banca americanista(lembremos do financiamento a grupos jihadistas que ajudam os EUA a enfraquecer os países árabes, como a Síria, que se insurgem contra seu intervencionismo político-econômico no Oriente Médio), para a América Latina(destinada a ser o "lugar de ganho" do globalismo, onde os lucros do mercado financeiros são altos enquanto o desenvolvimento nacional não decola pois fica a mercê do pagamentos de altos juros aos mega bancos mundiais) e para todos que são vítimas, agora, da engenharia política assassina e mamonista da casta globalista dos EUA. 

        O antitrumpismo é isso e mais nada: reação desesperada do mamonismo globalista. Feministas, militantes de direitos humanos e a classe acadêmica que vão às ruas protestar são apenas os peões convocados pelos filhos de Mamom para dar aparência de "humanitarismo"à luta contra Trump.


    Rafael G. Queiroz (Bacharel e licenciado em História pela UERJ; especialista em História das Relações Internacionais pela UERJ).







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    Um ensinamento claro sobre o engano de alguns setores neoconservadores católicos, dado pelo padre Luiz Cláudio Camargo da FSSPX, sobre a posição do Pe. Paulo Ricardo, um notório crítico do comunismo mas por um viés olavista e liberal:



    [A] condenação (ou não) do comunismo, mesmo com toda a sua urgente atualidade e inegável conveniência, é problema menor no Vaticano II. Essa ausência de condenação [...] é um indício evidente da mentalidade não católica que reinou no Vaticano II. Certamente não é possível ser católico e ai mesmo tempo aprovar o comunismo, nem teórico nem prático. A Igreja já o condenou solene e definitivamente várias vezes. Já ensinou pelo seu Magistério autêntico que esse pensamento é incompatível com a Fé católica. Isso é certíssimo e qualquer católico sabe disso, ou deveria saber. Mas - esta é a primeira observação que queria fazer - não basta ser anticomunista para ser católico. O anticomunismo não é o critério último e definitivo do catolicismo autêntico. É possível, apoiado numa doutrina liberal também condenada pela Igreja, reprovar o comunismo. É possível ser anticomunista e estar completamente fora do pensamento da Igreja." - Padre. Luiz Cláudio Camargo (FSSPX) / Revista Permanência. 

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    Afinal, quem é Pe. Paulo Ricardo? Um sacerdote católico que zela pela doutrina ou só mais um herético com roupagem tradicional para melhor enganar os incautos? Cirilo de Jerusalém ensina que devemos aborrecer até os suspeitos de heresia. Pois bem: a observação que faremos sobre a doutrina de Pe. Paulo é justificada na medida em que ela se afasta da fé católica. 

    Contextualizemos: num vídeo de 2012, o referido sacerdote, levanta a tese de que a imensa maioria dos protestantes não se converte à Igreja Católica apenas por ignorância. E suma: eles não teriam culpabilidade alguma nisso. A tese é interessante e bem construída. Ela parte das seguintes premissas (ou melhor dizendo, falácias): 

    1- O que o protestante conhece da Igreja é uma caricatura vendida a ele por falsos pregadores que a caracterizam como mariólatra, papólatra, vendida ao mundo, corrupta, herética, contra a bíblia, etc. 

    2- Eles acreditam nessa imagem e, evidentemente, se afastam daquilo que lhes parece diabólico, contrário ao evangelho de Nosso Senhor. 

    3- Portanto não o fazem por malícia mas por ignorância: não tendo recebido um bom ensino, caem no erro por deficiência e incapacidade de conhecerem e discernirem o verdadeiro do falso. 

    Logo, segundo o padre, a maioria dos "reformados" serão salvos pelo "oitavo sacramento", qual seja o da ignorância. 

    Aqui cada um pode conferir onde e o que Pe. Paulo fala sobre o assunto: https://www.youtube.com/watch?v=yPjgEqXanuA


    Pe. Paulo de forma leviana estende demais a "ignorância invencível". A Igreja admite a ignorância invencível? Sim em certos casos, mas alguns erros devem ser evitados: 

    - O primeiro é o que nega uma salvação pelo batismo de desejo ( Heresia defendida pelo Pe. Fenney);

    - O segundo é o que considera que essa salvação, por batismo de desejo, se dá facilmente e em casos onde o sujeito, mesmo não tendo esclarecimento das coisas divinas tem, ao menos, os meios disponíveis para se esclarecer. 

    O erro de Pe. Paulo é o segundo. Semipelagianismo, ou seja, otimismo demasiado na boa vontade e boa fé de pessoas que tendo acesso a informações sobre a doutrina católica não as buscam, na verdade, por malícia. 

    Sobre os dois erros disse o Santo Ofício em 1949:

    "Entre as coisas que a Igreja sempre pregou e nunca deixa de pregar, está contida aquela sentença infalível que nos ensina que "fora da Igreja não há salvação". Este dogma, entretanto, deve ser entendido no sentido em que a própria Igreja o entende. Nosso Senhor, de fato, não confiou à explicação das coisas contidas no depósito da fé aos julgamentos privados, mas sim ao magistério eclesiástico...Pois, para se obter a salvação, não se exige a incorporação real (reapse), como membro, à Igreja, mas é exigido, pelo menos, a adesão a esta pelo voto e o desejo (voto et desiderio). Não é necessário que este voto seja sempre explícito, como se exige dos catecúmenos. Se o homem sofre de ignorância invencível, Deus aceita um voto implícito, assim chamado porque contido naquela boa disposição da alma com a qual o homem quer a sua vontade conforme à vontade de Deus...Estas coisas são claramente ensinadas na [encíclica de Pio XII Mystici Corporis Christi] em relação ao Corpo Místico de Jesus Cristo [...] Quase no final desta encíclica [...] convidando à unidade, com o espírito cheio de amor, aqueles que não pertencem à estrutura da Igreja Católica [o Sumo Pontífice] recorda aqueles que, "por anseio ou desejo inconsciente, estão ordenados para o Corpo Místico do Redentor"; não os exclui absolutamente da salvação eterna, mas, por outro lado, afirma que eles se encontram em um estado no qual "nada pode assegurar-lhes a salvação [...] pois que são privados de muitos e grandes socorros e favores celestes que só podem ser desfrutados na Igreja católica...Com estas prudentes palavras, desaprova tanto aqueles que excluem da salvação eterna todos os que aderem à Igreja apenas com um voto implícito, como aqueles que defendem falsamente que os homens podem ser igualmente salvos em qualquer religião...E não se deve nem mesmo pensar que seja suficiente um desejo qualquer de aderir à Igreja para que o homem seja salvo. Exige-se, realmente, que o desejo mediante o qual alguém é ordenado à Igreja seja moldado pela perfeita caridade; e o voto implícito não poderá ter efeito se o homem não tiver a fé sobrenatural" (Carta do Santo Ofício ao Arcebispo de Boston, 1949. Denzinger, 3866 -3872). 

    O ensinamento é claro: "se o homem sofre de ignorância invencível"...Deus poderá salvá-lo. Mas quando ele sofre? O novo catecismo, no número 1859, tem sobre isso uma passagem interessante: 

    "A ignorância involuntária pode diminuir e até escusar a imputabilidade de uma falta grave, mas supõe-se que ninguém ignora os princípios da lei moral inscritos na consciência de todo homem".

    Em alguns casos a ignorância involuntária sequer elimina o pecado mas apenas reduz sua gravidade! E via de regra supõe-se que todos sabem distinguir o bem do mal, o falso do verdadeiro, e se não sabem devem buscar instrução para que saibam. Caso não busquem são culpados. 

    Será que protestantes estão em ignorância involuntária? Pe. Paulo fala, até, do caso de católicos que teriam se tornado protestantes por pura ignorância sobre doutrina. Ou seja, estes teriam permanecido na Igreja por anos sem buscar esclarecimento e saíram dela quando ouviram o primeiro falso profeta lhes dizer que devoção mariana é culto a demônio, logo idolatria e satanismo. Alguém que tenha sido católico e que não tenha tido, durante a época em que o foi, o zelo de buscar conhecer a fé através de uma catequese, da leitura de obras devotas, das homilias, do catecismo romano,  pode ser mesmo tido como ignorante involuntário? Se esta pessoa nunca se interessou em saber, ao certo, o que a Igreja ensina sobre a devoção mariana, preferindo dar ouvidos a um falso pregador , ela tem mesmo boa vontade? O caso é só de ignorância inculpável? 

    Se Pe. Paulo realmente crê assim então ele recaiu, evidentemente, em semipelagianismo, ou seja, ele reduziu, consideravelmente, a abrangência da ferida da natureza humana decorrente do pecado para lançar quase todo mundo num estado de bem aventurança. Parece-nos que a marmota de Pe. Paulo visa, inclusive, a legitimar o ecumenismo - que ele defende - com os protestantes. Nada melhor que "pintá-los' como gente inocente e ignorante, dotada de boa fé, para legitimar o diálogo ecumênico como se bastasse lhes mostrar o verdadeiro caráter do catolicismo para que se convertesseem 

    Um índio, impossibilitado de conhecer a Igreja, estaria em estado de ignorância invencível. Um hotentote da selva africana idem. Um aborígene australiano também. Nunca, porém, um protestante ( a não ser que ele sofra de problemas mentais que impossibilitem o reto uso da razão) . Por várias razões: 

    1- Um protestante não pode alegar ignorância invencível para conhecer a Igreja verdadeira, pois tem muitos meios de estudar as origens históricas do protestantismo, e a vida de Lutero, assim como os seus escritos, tomando ciência de que Lutero ensinou que se deve “Crer firmemente, e pecar muitas vezes”. Lutero ensinou a tese da santidade do pecado. E isso vai diretamente contra o que o protestante lê em sua Bíblia.

    2- Todo protestante lê a Bíblia. Ora em São Paulo ele lê que “a Fé vem pelo ouvido”(Romanos 10, 17). E a fé do protestante vem pelos olhos, pela leitura da Bíblia. 

    3- Na Bíblia, o protestante lê que Jesus disse: “Ide e ensinai”(São Mateus, XXVIII, 19). Cristo não disse: “Ide e imprimi”, "ide e vendei bíblias". Isso não existe na Bíblia.

    4- Na Bíblia, o protestante lê que não adianta ler a bíblia, pois o escravo da raínha de Candace,quando o diácono Felipe lhe pergunta: “Compreendes o que lês?,respondeu:” Como poderei compreender, se não houver alguém que mo explique”(Atos dos Apostolos, VIII, 30-31). Logo, o protestante lê, na Bíblia, que não adianta só ler a Bíblia, se não houver alguém - ou seja a Igreja - que a explique, ensinando.

    Etc. 

    De modo que nenhum protestante pode ser salvo. Se Pe. Paulo Ricardo crê assim, então ele não é católico. 


    Rafael G. Queiroz. 









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    Olavo (liberal-conservador) e Constantino (radical-liberal): duas figuras que exprimem a síntese que forma a nova direita brasileira. 






    O Brasil vive, hodiernamente, o impacto de uma onda direitista de tom liberal-conservador: por um lado há quem defenda liberdades em termos econômicos (liberais), por outro há quem postule costumes tradicionais (conservadores); é verdade que as duas facções da nova direita se dividem em assuntos relevantes, o que mostra uma certa distinção entre conservadores e liberais; todavia é comum, sobretudo entre conservadores, a crença de que é possível aliar costumes tradicionais em termos de moral com liberdades econômicas (liberdade de empreendimento, menor intervenção do estado na atividade produtiva, comercial, bancária, etc). Do lado liberal há o repúdio a costumes tradicionais. Se os conservadores admitem as liberdades liberais na economia, os liberais não reconhecem a importância dos costumes na moral. Isso demonstra que o tom ideológico mais significativo da cosmovisão da neo-direita brasileira é a ideologia liberal: conservadores não conseguem fazer penetrar seu discurso pró-costumes entre os liberais mas são abertos ao discurso pró-liberdades dos liberais, de modo que podemos dizer, com certa segurança, que se algum dia essa nova onda vier a assumir o poder no Brasil a balança vai pender para o lado liberal; a facção conservadora ficará a reboque do mesmo. 

    Assim é preciso que católicos minimante conscientes de sua fé - que deve orientar, inclusive, suas opções políticas - pensem sobre a compatibilidade dela com a onda neodireitista; afinal é possível ser católico e endossar posições comuns na direita tupiniquim? Vejamos alguns postulados dela para entender se há ou não compatibilidade entre a mesma e a doutrina da fé:

    1- O Estado não deve interferir na livre associação entre os indivíduos de modo que o livre-associativismo deve ser um princípio no qual se funde a sociedade (tese liberal) 

    Falso. A Igreja entende a liberdade como um dom moral: livre é o homem que age conforme a lei moral; quem se deixa levar pelas paixões é escravo. O livre-associativismo parte da premissa que o Estado não deve exercer uma vigilância moral sobre as associações. No máximo ele só poderia proibir associações se elas ameaçassem a liberdade alheia. Numa concepção católica cabe ao estado zelar pela lei moral sob a guia da Igreja devendo, portanto, proibir associações que se afastem da lei eterna. 

    2- Os costumes e as convenções devem ser seguidas e respeitadas (tese conservadora)

    Falso. A Igreja diferencia os costumes segundo a régua da lei eterna. Nem todo o costume é bom, mesmo os imemoriais. Um costume imemorial pode ser uma herança do pecado.  O homem está em estado de queda: nem todos os costumes herdados são expressão da verdade eterna. O cristianismo, nos seus primórdios, desafiou o costume estabelecido. Preconizava a igualdade dos homens perante Deus contra costumes escravistas que viam o escravidão como condição natural.  Um adágio conservador comum é que é preferível um diabo conhecido que outro desconhecido, para justificar a preservação de maus costumes herdados, mas que deram certo, contra inovações imprudentes que poderiam se mostrar piores que os costumes anteriores. Ora, isto é falacioso. Os reis católicos do medievo, para combater costumes pagãos arraigados, não mediram esforços para punir tais práticas com penas e multas. Danças pagãs, festividades sacrílegas, poligamia, bigamia, foram combatidas com base na lei cristã que trazia a novidade da vida em Cristo. Partindo da falsa premissa conservadora a medida mais prudente dos reis católicos teria sido permitir a continuidade destas convenções pagãs para evitar desarranjos que pudessem causar males maiores que aqueles que procuravam combater. No entanto a aplicação de leis novas e mais sábias é necessária para mudar costumes maus e pervertidos pois a sociedade não é mero arranjo político mas algo ordenado a auxiliar na salvação eterna do homem. 

    3- Há direitos para os quais o principal reconhecimento público é a antiguidade – incluindo, quase sempre, direitos de propriedade (tese conservadora)

    Falso. Nem sempre o que é antigo é mais sábio ou justo. A Igreja mudou a sociedade antiga, substituindo várias prescrições do mundo clássico. Muitos "direitos" de propriedade, reconhecidos pela lei positiva, são fruto direito de rapina, egoísmo, roubo e guerra injusta. Todo direito, inclusive os de propriedade, deve estar fundado na lei moral  para ser legítimo. Caso não esteja, a autoridade pública tem o direito de reformar o uso da propriedade a fim de que ela atenda melhor ao bem comum. O direito a propriedade não é absoluto. 

    4- Propriedade e liberdade devem ser a base da ordem social (tese liberal)

    Falso. Propriedade e liberdade devem ser reguladas e ajustadas segundo a lei eterna. Quanto mais desregulação em matéria de propriedade - logo, mais liberdade de acumular sem freios legais ou morais - mais chance de que haja concentração de riqueza e menor liberdade para quem tem pouca riqueza, trazendo, inclusive, o risco de conflitos sociais vários. Ademais, o fim a que se ordena a sociedade não deve ser meramente temporal: propriedade e liberdade são valores importantes, porém inferiores ao bem sumo que é Deus. A base da ordem social deve ser o fim último. O Estado e a sociedade devem estar ordenados a Deus. A liberdade e a propriedade, portanto, devem ser moderadas e estabelecidas como meios que sirvam para ordenar os homens a este fim último. 

    5- O indivíduo é soberano (tese liberal)

    Falso. A Igreja não fala em termos de indivíduo - uma abstração liberal - mas de pessoa - noção recheada de sentido moral. O indivíduo é o sujeito livre presente nas teses contratuais de Hobbes e Locke. Livre de qualquer autoridade e que entra na vida social por vontade própria a fim de atingir fins imanentes e egoístas: vida, liberdade e propriedade. A concepção católica é outra: não existiu um "estado natural" onde o sujeito era um indivíduo livre, desligado de qualquer autoridade. Desde o Éden o homem está vinculado a autoridade de Deus e de sua lei. As autoridades civis existem para assegurar que os maus sejam punidos e os bons recompensados. A pessoa é um ser moral ordenado a Deus que é seu bem supremo. O indivíduo não é a fonte da lei, nem mesmo os acordos livres entre eles podem ser a fonte última da lei. A vontade individual pode se afastar ou se aproximar da lei eterna; logo, ela não pode ser a fonte das regras civis, que precisam estar espelhadas na lei de Deus. A soberania pertence a Deus e o homem deve obediência a ele e às autoridades que lhe representam na terra, zelando pela sua lei na sociedade. A rebelião só é justa contra o tirano que se afasta da lei eterna.   

    Logo concluímos que, partindo das premissas políticas do liberalismo e conservadorismo, comparadas às da Igreja, é impossível ser ao mesmo tempo católico e aderir a nova direita que se forma aqui em nossas terras brasileiras. Os católicos brasileiros, se querem contribuir para a sanidade de nossa pátria, devem formar, quanto antes, uma nova ação católica, que seja capaz de permear nossa sociedade com a doutrina de Cristo aplicada ao campo político, livre dos escolhos ideológicos da nova direita que não é outra coisa senão uma falsa solução para combater a esquerda social-progressista-coletivista.


    Rafael G. Queiroz. 

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    É claro que a monarquia é bem superior à democracia, sobretudo a de massa. Mas toda "monarquia" que busque seu fundamento abaixo de si, não acima, que se estabeleça por princípios profanos e materialistas, deve ser ridicularizada. Uma família real não faz uma monarquia; princípios superiores fazem uma monarquia. Toda "monarquia" baseada exclusivamente no elemento "humano", que, negligente com o elemento "divino", apele a alianças econômicas e discursos humanistas não passa de um simulacro de monarquia, uma casca vazia, um corpo sem alma, uma marionete de liberais. Ao rebaixar o fundamento da monarquia ao mundo profano dos homens, os "monarquistas" se filiam à estratégia discursiva moderna, a mesma que corroeu todas as monarquias por dentro. Como escreve Joseph de Maistre: "É Deus que faz os reis, literalmente. Ele prepara as estirpes reais; amadurece-as no meio de uma nuvem que encerra as suas origens. Elas depois surgem coroadas de glória e de honra; impõem-se - e é esse o maior sinal da sua legitimidade".


    Em  mais uma manifestação da "falsa direita" brasileira, ocorrida em 26/03/2017, ficou evidenciado quais são as forças que estão por trás dela. Há, é verdade, um apelo de participação aos conservadores, embora as manifestações sejam feitas sob os auspícios do MBL, organismo francamente liberal que chega a defender em seu programa político o "Fim da função social da propriedade. A propriedade privada não pode ser relativizada."(https://s3-sa-east-1.amazonaws.com/mbl-wordpress-s3/wp-content/uploads/2016/05/26222920/propostas-mbl.pdf). 

    A convocação de uma direita conservadora às manifestações visa, nada mais que, capturá-la para dentro do projeto liberal, este sim muito mais articulado, organizado, estruturado e com dinheiro de sobra para fazer suas pautas serem colocadas em prática. Ademais, a aliança conservadora - liberal é uma impossibilidade lógica, dado que um conservador, que se caracteriza por prezar costumes morais tradicionais, não poderá endossar, numa possível composição política entre estas duas forças em um regime hipotético de governo futuro, por exemplo, a liberdade econômica de criar uma empresa de filmes eróticos, o que afetaria a preservação de bons costumes dentro da sociedade; por outro lado, um bom liberal não vai defenestrar a empresa de filmes eróticos, pois isso poria em xeque o dogma do livre mercadismo. A pergunta que fica é que critério iria prevalecer nesse caso e em tantos outros: o da liberdade de ação econômica ou o da valorização dos costumes? Mas, apesar dessa impossibilidade lógica de conciliar as duas facções, há um número enorme de imbecis no Brasil que apostam nessa aliança espúria, aliança que só tem trazido avanços para as pautas liberais. 

    Durante os protestos pró-impeachment foi o que vimos nas ruas: liberais e conservadores gritando contra Dilma. Ela caiu mas Temer, até aqui, só favoreceu políticas liberais. 

    A razão disso nós mesmos já dissemos diversas vezes: só há a possibilidade de extrair ganhos reais com alianças deste tipo, contra inimigos comuns, quando se tem uma estrutura que permita forçar o lado oposto a fornecer vantagens concretas. Um exemplo clássico é o do partido nazista na Alemanha: enquanto ele era apenas um entre vários partidos nacionalistas, Hitler se recusou a fazer alianças. Depois que ele conquistou o monopólio sobre a oposição nacionalista no país e obteve boa votação, nos albores da década de 30, aceitou fazer coalização com os conservadores do General Hindenburg. Em 1933, Hitler consegue ser nomeado primeiro ministro, porque já estava numa posição de força que permitia composição sem ter de deixar de lado os princípios do NSDAP. 

    Todavia, a nossa direita conservadora é inculta demais para entender isso. Some-se o fato de ser teleguiada por gurus que advogam liberdades econômicas junto com costumes morais, passando a impressão, para o "gado" que a compõe, de que estas duas realidades podem coexistir. 

    No que tange ao assunto em tela, o papel do movimento monarquistaé outro dado a ser considerado. Reunido em torno da figura do ilustre Dom Bertrand, que é apresentado por  hostes de fiéis escudeiros como um homem piedoso, que mereceria a alta confiança dos católicos, o movimento monarquista se coloca, por várias razões, como alternativa para o Brasil em crise. 

    A primeira razão seria institucional: o poder do Rei daria estabilidade a um país cuja era republicana foi marcada por sobressaltos, golpes, impeachments, afetando a boa ordem necessária para que o país cresça. Os elementos liberais que defendem a monarquia se pautam por essa razão. 

    A segunda, defendida por elementos católicos que integram o dito movimento monarquista, seria moral: o rei, que seria ou Dom Luiz, ou Bertrand, teria o poder de influenciar positivamente o povo no sentido do temor a Deus e no da prática da verdadeira religião. 

    A questão é se, sobretudo a figura de Bertrand, estaria a altura desta missão de reconduzir o país a ordem e a fé. A dúvida se adensa a medida que vemos o sr. Dom Bertrand associando-se, de modo direto, a lideranças maçônicas e a eventos maçônicos, o que provaria - para dizer o mínimo - a sua falta de compreensão do contexto real das forças políticas que nos ameaçam

    Em todas as manifestações do MBL lá esteve o movimento monárquico e a figura de Bertrand. Outro membro do família real presente nelas é sr. Luiz Philippe de Orleans e Bragança, um franco apoiador do liberalismo, como bem sabemos. Alguns aduzem que Philippe não representa o movimento monárquico. Que seja, mas Bertrand, sem dúvida, representa.  

    Depois de frequentar eventos promovidos pelo Mises Brasil - órgão que milita pela filosofia econômica de Ludwig Von Mises que, entre outras coisas, sempre defendeu que a Igreja foi um fator de atraso para a civilização ocidental - agora eis que Dom Bertrand aparece num carro de som patrocinado pelo Avança Maçons Brasil: 



    Segundo alguns elementos do movimento monárquico bertrandista, a estratégia seria usar a maçonaria como "prostituta", para implantar a monarquia e depois desfazer-se dela:





    O ingenuísmo de alguns monarquistas é tamanho que ficamos deveras impressionados com ele, dado que é necessário ser muito irrealista para levar a sério esta pataquada. O mais interessante nisto tudo é que Dom Bertrand se coloca como alguém que admira Plínio Correa de Oliveira, fundador da TFP; mas vejamos o que Oliveira diz sobre a maçonaria:

    "As forças propulsoras da Revolução têm sido manipuladas até aqui por agentes sagacíssimos, que delas se têm servido como meios para realizar o processo revolucionário. De modo geral, podem qualificar-se agentes da Revolução todas as seitas, de qualquer natureza, engendradas por ela, desde seu nascedouro até nossos dias, para a difusão do pensamento ou a articulação das tramas revolucionárias. Porém, a seita-mestra, em torno da qual todas se articulam como simples forças auxiliares - por vezes conscientemente, e outras vezes não - é a Maçonaria, segundo claramente decorre dos documentos pontifícios, e especialmente da Encíclica Humanum Genus de Leão XIII, de 20 de abril de 1884 19. O êxito que até aqui têm alcançado esses conspiradores, e particularmente a Maçonaria, devesse não só ao fato de possuírem incontestável capacidade de se articularem e conspirarem, mas também ao seu lúcido conhecimento do que seja a essência profunda da Revolução, e de como utilizar as leis naturais - falamos das da política, da sociologia, da psicologia, da arte, da economia, etc.- para fazer progredir a realização de seus planos. Nesse sentido os agentes do caos e da subversão fazem como o cientista, que em vez de agir por si só, estuda e põe em ação as forças, mil vezes mais poderosas, da natureza" - In:  PLÍNIO CORREA DE OLIVEIRA. REVOLUÇÃO E CONTRA REVOLUÇÃO ( PÁGINA 42).

    O texto acima deixa clara a sagacidade da maçonaria em se valer de articulações e do conhecimento da natureza humana para atingir as suas metas revolucionárias. É EXATAMENTE ISTO QUE ESTÁ ACONTECENDO, AGORA, NO SEIO DO MOVIMENTO MONÁRQUICO BRASILEIRO!

    Em suma: quem tem estrutura para tirar proveito da situação não é o movimento monárquico que não possuiu nenhuma chance, no momento presente, de instrumentalizar a maçonaria. Aliás, é verdade que muitos maçons querem a monarquia de volta e estão aptos a ajudar Dom Bertrand, mas eles a querem para porem em ação fins liberais-revolucionários. Querem uma monarquia por razões meramente institucionais e não para recatolicizar o Brasil.  

    Será que Bertrand é tão pouco sagaz que nada percebe sobre esta trama? Como católicos devemos fazer o juízo mais favorável possível de um semelhante, evitando manchar-lhe a reputação se podemos admitir razões outras para suas ações que não a malícia pura e simples. Nem sempre, porém, é tão fácil fazer isso quando alguém se imiscuiu com tanta frequência com aqueles que são inimigos declarados da Igreja.  

    É patente que o movimento monárquico virou, em certa medida, vetor para o filo-liberalismo maçonizante. Basta ligarmos alguns pontos: 

    1- Dom Bertrand em reunião do círculo monárquico; a sua direita, Antonyo da Cruz, presidente do  Instituto Brasil Imperial, que é notório e conhecido maçom!




    2- Luiz Philippe de Orleans e Bragança em evento do Avança Maçons Brasil:


    3- Manifestação do dia 26/03/2017 sob os auspícios da Maçonaria:



    Sobre tudo isto resta a pergunta: por que Bertrand permite que um notório maçom seja o presidente de um instituto que pretende falar em nome dos interesses da família imperial? Por quê? Isso tudo é apenas burrice, ingenuidade, ou trata-se de estratégia de usar a maçonaria para os fins bertrandistas de restaurar o Império,se valendo das Lojas? E depois de restaurado o Império? As lojas vão continuar tendo lugar no Brasil ou ele irá fechá-las (que seria o mínimo que um monarca católico precisaria fazer para honrar a fé que professa)? Como ele pretende se livrar da maçonaria depois de ter assumido enormes compromissos com ela e depois de dever à mesma a recuperação do trono? Ou ele não pretende? 

    Perguntas que não querem calar. 

    No fundo o que parece é que Dom Betrand está mais perdido que cego em tiroteio. Ora participa de um evento patrocinado por MBL - que apoiou a operação carne fraca no Brasil, algo que prejudica diretamente nosso agronegócio - ora protesta contra a operação pois vê nela uma conspiração de ambientalistas como ele mesmo deixou claro em seu blog(http://www.paznocampo.org.br/Blog/popposts.asp?id=1315). Ora se o MBL apoia esta operação ele não faz parte da conspiração globalista contrária a nossos interesses como nação? Então por que fazer coro com manifestações que existem justamente para que a pauta do MBL se imponha no Brasil? 


    Afinal: Quo vadis Dom Bertrand? 


    Rafael G. Queiroz










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    Senhores, desta vez não há mais para onde os aluninhos "católicos" do guru paulista correrem. Não é mais possível dizer que ele é católico, pois o mesmo acaba de afirmar que não é. 


    Pois vejamos: 






    Reparem; Olavo diz textualmente que:

    1- Mesmo depois da queda de Adão a nossa inteligência pode alcançar POR SI MESMA, POR SUAS FORÇAS, o infinito e o absoluto, ou seja, Deus. 

    Contra isso diz a Igreja: 

    " Nas condições históricas em que se encontra o homem enfrenta muitas dificuldades para conhecer a Deus apenas com a luz de sua razão

    [...] As verdades que se referem a Deus e às relações entre os homens e Deus são verdades que transcendem completamente a ordem das coisas sensíveis...a inteligência humana, na aquisição destas verdades, encontra dificuldades tanto por parte dos sentidos e da imaginação como por parte das más inclinações, provenientes do pecado original" - Catecismo da Igreja Católica, número 37(In: Pio XII, Encíclica Humani Generis).

    2- A inteligência é que dá acesso a esfera do infinito ( a esfera do divino )

    Contra isso diz a Igreja que, mesmo no estado pré-queda, Adão foi elevado a esfera do infinito - da união com Deus - pela graça. 

    Olavo nega os efeitos do pecado original e o papel da graça. 


    Para não deixar dúvidas de que o mesmo nega o papel da graça mas uma confissão do próprio:


    Vejam que ele frisa o SOMENTE!

    Somente o cultivo da inteligência leva o homem para além e acima de si. É como se a inteligência humana fosse, no fundo, divina. 


    Isso mostra que Olavo continua seguidor das doutrinas do esotérico e maçom René Guénon pois vejamos: 

    1- Guénon diz que o Intelecto humano é o próprio Logos divino, e que, por isso, o conhecimento identifica sujeito e objeto; que conhecer é ser; 

    2- Guénon usa intelectualidade como sinônimo de espiritualidade, já que, para ele, e para os "tradicionalistas", o Intelecto humano é o Espírito divino, o Logos:

    "não pode haver para ele - para o homem - nenhuma diferença efetiva entre seu espírito e o intelecto, nem, em conseqüência, entre espiritualidade e intelectualidade verdadeiras."(René Guénon, Espírito e Intelecto in Mélanges, p.52).

    Ora esta é a mesma doutrina de Olavo, confessada por ele em 1998; ele continua o mesmo, pensando igual; apenas disfarça bem o seu perenialismo sob a capa de uma mentirosa conversão ao catolicismo:

    "a Filosofia no sentido mais puro", buscando "a unidade do conhecimento" encontra Deus no mais fundo da consciência humana " (Cfr. Olavo de Carvalho, Seminário de Filosofia de Olavo de Carvalho, bloco 8, junho de 1998, p. 15).

    Vejam o que Olavo dizia outrora: 

    "O que dá sua coerência e inteireza ao conhecimento é a unidade do sujeito cognoscente, mas não num sentido kantiano, pois não se trata aqui do sujeito individual - ou geral, que é uma simples extensão do individual - e sim do sujeito identificado e reintegrado ao Absoluto... A unidade do mundo repousa na unidade do Intelecto, ou Logos, que é a unidade de Deus". (Olavo de Carvalho, Astrologia e Religião, p. 63-64). 

    "Deus não é "exterior"à consciência: é o seu núcleo mais íntimo e pessoal""Todo ser humano possui esse núcleo". "Descoberto sob a dupla aparência de consciência e de presença, é o mesmo Logos, a mesma Inteligência que se manifesta dentro e em torno de nós, que dialoga comigo sempre que um homem vê uma pedra e a pedra é mostrada ao homem"(Olavo de Carvalho, artigo Lux in Tenebris", in Jornal da Tarde, 25- XII- 1997).


    Então, segundo Olavo, o homem teria faculdades em comum com o próprio Deus. 


    O guru ainda dá ênfase ao esforço intelectual mais que ao moral na vida espiritual:


    A Igreja, no que tange a vida espiritual, sempre frisou a necessidade do combate moral à tríplice concupiscência e as más paixões; mas Olavo seguindo Guénon que coloca a moral no plano da ação, logo coloco-a no plano da manifestação o que em sua teoria esotérica é o mundo da ilusão:

    Manifestação=ação=ilusão x metafísica=inteligência= verdade. 

    Por que Guénon põe a moral no plano da ilusão e engano? Porque ele, como bom esotérico, advoga que este mundo é fruto da criação do Demiurgo, um ser inferior ao Deus Infinito. Este mundo não seria exatamente criação de Deus e nem a moral que rege nossa conduta, seria decorrente de Deus mas sim do Demiurgo. Por isso o repúdio à moral e a exaltação do intelecto como meio de se libertar e atingir Deus. 

    Para provar de vez que Olavo considera que é a vida intelectual o topo da vida espiritual e não as virtudes cristãs teologais - fé, esperança e caridade - vejamos:




    Olavo diz que:

    1- Alta cultura é a MÁXIMA PERFEIÇÃO DA CONSCIÊNCIA

    2- Alta cultura é a parte mais NOBRE DA ASCESE ( E a penitência? E o combate espiritual?)


    Mediante tais critérios nos perguntamos como santos analfabetos como Santa Joana D' Arc e São Benedito, ou santos com imensas dificuldades cognitivas, como São João Maria Vianney, puderam se santificar já que estavam completamente alheios a alta cultura!

    O que fica de tudo isto é que devemos duvidar, decididamente, da capacidade cognitiva de católicos que ainda conseguem ver na doutrina olavista alguma compatibilidade com a fé da Igreja. Chamar um miserável como Olavo de "filósofo católico"é uma blasfêmia. O homem continua seguidor da Gnose de Guénon e só finge ser católico para penetrar os postulados esotéricos na Igreja via criação de uma elite intelectual a seu serviço. 


    Rafael G. Queiroz




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    A associação de Bergoglio a judeus como Skorka, na foto acima, é abjeta, escandalosa e ofensiva. Os judeus são inimigos arqui-seculares da Igreja Católica a quem desejam destruir.  
     
     
     
     
     
     
    Já não bastassem as vias sacras escandalosas realizadas nas últimas duas JMJs - Rio 2013 e Cracóvia 2016 ( http://www.traditioninaction.org/RevolutionPhotos/A691-Stations.htm) - teremos amanhã, em Roma, mais um ato ofensivo à memória da paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo ( http://www.acidigital.com/noticias/as-novas-estacoes-da-via-sacra-do-papa-francisco-na-sexta-feira-santa-63874/).
     
    O Vaticano optou por nomear uma biblista francesa, Anne-Marie Pelletier, para organizar a via sacra deste ano. A sr. Pelletier decidiu inovar inserindo novas estações com o seguinte fito:
     
    "Então, “decidi inserir a negação de Pedro e a cena em que Pilatos, consultado pelas autoridades judaicas, declara também ele que Cristo deveria ser crucificado. Para mim era muito importante querer recordar, nesta circunstância, judeus e pagãos unidos na cumplicidade da condenação à morte de Jesus”."
     
    A declaração da biblista é sintomática: o objetivo é reduzir o papel e a culpa dos judeus no processo de Jesus. A finalidade é colocar no mesmo plano a culpa de pagãos e judeus. Porém não é isso que Nosso Senhor Jesus Cristo diz no seu evangelho. 
     
    Os judeus podiam tê-lo reconhecido como profeta, messias e Deus mas se recusaram, por pura má vontade. Os romanos não o conheceram porque não tinham as profecias. Erraram mais por ignorância que por malícia: ainda que Pilatos soubesse que Jesus era um homem justo, aplicou a sentença mais por medo do povo que por ódio a Cristo. Bem diferente foi o caso dos Judeus que odiavam Cristo e queriam matar-lhe desde os primórdios de seu ministério. Em Nazaré, quando anunciou na Sinagoga que nele se cumpriam as profecias que Isaías tinha feito acerca do tempo de graça que seria inaugurado pelo Messias, tentaram lançá-lo de um penhasco, mas disso se livrou Jesus, fugindo em meio a confusão causada pelos Judeus. Tão grande era este ódio que se dizia que "todavia ninguém falava dele abertamente, por medo dos judeus."(João 7,13).  
     
    O mesmo evangelho decreta a suprema culpabilidade dos Judeus: "Saiu, pois, Jesus fora, levando a coroa de espinhos e roupa de púrpura. E disse-lhes Pilatos: Eis aqui o homem. Vendo-o, pois, os principais dos sacerdotes e os servos, clamaram, dizendo: Crucifica-o, crucifica-o. Disse-lhes Pilatos: Tomai-o vós, e crucificai-o; porque eu nenhum crime acho nele. Responderam-lhe os judeus: Nós temos uma lei e, segundo a nossa lei, deve morrer, porque se fez Filho de Deus. E Pilatos, quando ouviu esta palavra, mais atemorizado ficou. E entrou outra vez na audiência, e disse a Jesus: De onde és tu? Mas Jesus não lhe deu resposta. Disse-lhe, pois, Pilatos: Não me falas a mim? Não sabes tu que tenho poder para te crucificar e tenho poder para te soltar? Respondeu Jesus: Nenhum poder terias contra mim, se de cima não te fosse dado; mas aquele que me entregou a ti maior pecado tem.(João 19, 5-11).
     
    Sabemos bem a quem isso serve: reduzir a culpa judaica ajuda a criar uma aura de positividade sobre o povo deicida. E isso prepara o advento do Anticristo judeu (http://catolicidadetradit.blogspot.com.br/2016/01/o-anticristo-e-o-papel-dos-judeus-nos.html).
     
     Bergoglio está a trabalhar, decisivamente, para subjugar a Igreja à influência judaica o que, no fim das contas, submeterá a organização eclesiástica ao poder do falso messias hebraico quando ele se apresentar. Basta ligarmos os pontos: a ONU é uma organização inspirada num ideário judaico como já mostramos aqui ( http://catolicidadetradit.blogspot.com.br/2014_08_01_archive.html); Bergoglio vem dobrando-se à ONU ( http://catolicidadetradit.blogspot.com.br/2014/01/a-tacada-final-para-o-anticristo-onu.html), além de manter proximidade a vários rabinos de proa. Agora favorece, explicitamente uma nova via sacra que reduz a culpa dos hebreus no assassinato de Deus.
     
    Quem tem olhos de ver que veja!
     
    Rafael G. Queiroz.

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    “Tendo dito que Cristo é o caminho e que, para segui-lo, é preciso morrer à própria natureza tanto nas coisas sensíveis quanto nas espirituais, quero explicar agora como se realiza isto; pois ele é nosso modelo e luz.

    Quanto ao primeiro ponto, é certo que Nosso Senhor morreu a tudo quanto era sensível, espiritualmente durante a vida e naturalmente em sua morte. Na verdade, segundo suas próprias palavras, não teve onde reclinar a cabeça na vida e muito menos na morte. Quanto ao segundo ponto, é manifesto ter ficado na hora da morte também aniquilado em sua alma, sem consolo nem alívio algum, no desamparo e abandono do Pai, que o deixou em profunda amargura na parte inferior da alma. Tão grande foi esse desamparo que o obrigou a clamar na cruz: “ Meu Deus, Meu Deus, por que me desamparastes?( Mt 27, 46). Nessa hora em que sofria o maior abandono sensível, realizou a maior obra que superou os grandes milagres e prodígios operados em toda a sua vida: a reconciliação do gênero humano com Deus, pela graça. Foi precisamente na hora do maior aniquilamento do Senhor em tudo que essa obra se fez: aniquilamento quanto à sua reputação, reduzida a nada aos olhos dos homens, e estes, vendo-o morrer na cruz, longe de estimá-lo, dele zombavam; quanto à natureza, pis nela se aniquilava morrendo; e, enfim, quanto ao seu espírito igualmente exposto ao desemparo pela privação do consolo interior do Pai que o abandonava para que pagasse puramente a dívida da humanidade culpada, efetuando a obra da redenção nesse aniquilamento completo. Profetizando sobre isso diz Davi: “Também eu fui reduzido a nada e não sabia” ( Sl 72, 22). Compreenda agora o bom espiritual o mistério dessa porta e desse caminho – Cristo – para unir-se com Deus. Saiba que quanto mais se aniquilar por Deus segundo as duas partes, sensitiva e espiritual, tanto mais se unirá a ele e maior obra fará. E quando chegar a reduzir-se a nada, isto é, à suma humildade, se consumará a união da alma com Deus, que é o mais alto estd que se pode alcançar nesta vida. Não consiste a vida cristã em recreações, nem gozos, nem sentimentos espirituais e sim, numa viva morte de cruz para o sentido e para o espírito, no interior e no exterior.” In:São João da Cruz. A Subida do Monte Carmelo. Editora Vozes, Petrópolis, 2010. P. 117.


    Todos pediam sua morte, todos O odiavam, todos O injuriavam. Tudo isto fazia Jesus sofrer imensamente mais que as inexprimíveis dores que pesavam sobre seu corpo. E havia pior. Havia o pior dos males. Havia o pecado, o pecado declarado, o pecado protuberante, o pecado atroz. Se todas aquelas ingratidões fossem feitas ao melhor dos homens já seriam absurdas, mas elas eram feitas ao Homem – Deus e constituíam contra a Trindade Santíssima um pecado supremo. Eis aí o mal da injustiça e da ingratidão. “- Plínio Correa de Oliveira; in: Via Sacra. Pigma Gráfica e Editora, São Paulo, 2017. P. 11

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     Introdução

       Pretendemos dar início a uma série de estudos, em forma de artigos, a respeito da invasão do Brasil pela cultura e padrões norte americanos. A neodireita brasileira tem falado bastante do perigo do “marxismo cultural” ao mesmo tempo que envereda pelo americanismo cultural e por uma visão de que devemos copiar as instituições dos EUA, a fim de sermos uma “civilização”. Todavia é preciso denunciar uma coisa sem ignorar a outra, dado que as duas correntes ameaçam nossa identidade profunda.

       Neste primeiro momento falaremos da invasão americanista ocorrida na era do Império, a partir da obra de Eduardo Prado, “ A ilusão americana ”.

    Parte 1 : Quem foi Prado?

       Eduardo Prado era filho de um aristocrata paulista do café. Bacharelou-se em direito e tinha interesses intelectuais em história, literatura e política. Foi membro do IHGB ( Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro ) e criou um círculo intelectual de estudos brasileiros e lusos em Paris.


    Parte 2: Prado e a República de 1889.

       Para Prado a república substituiu o país ético, tradicional, monárquico e católico, por uma cópia mal feita dos EUA, sem tradições e anticatólico. A monarquia podia ser referida a uma série de valores comuns, partilhados por todos. Ademais a figura de uma autoridade centrada no Rei era mais conforme nosso espírito e nossas necessidades que a idéia de poder emergindo das massas. A noção de uma autoridade monárquica dava ao país princípios mais ou menos fixos a partir dos quais podíamos conduzir a pátria e mesmo orientar as reformas e mudanças necessárias. Ainda segundo o autor, Pedro II foi um rei civilista que, em razão de seu amor aos estudos e de seu afastamento dos quartéis, teria evitado que o Brasil seguisse o mesmo caminho das repúblicas latino-americanas de origem hispânica, onde o caudilhismo sufocava as nações com golpes e contra-golpes contínuos trazendo um clima de perpétua instabilidade. O começo do fim do Império se deu quando Pedro II permitiu que o ensino dos militares se bacharelizasse. Foram os bacharéis fardados que, cheios de ideologias novas que deram o golpe no Império.

       Mesmo levando em conta a presença forte da maçonaria no governo imperial – maçonaria que empre foi portadora da ideologia americanista – é preciso entender que a aplicação destes postulados aqui no Brasil , durante o império, foram tímidos, reduzidos a um constitucionalismo temperado pelo poder moderador do Imperador. Isso mostra que apesar dos pesares, no Império sobreviviam elementos do Brasil profundo, orgânico e católico, que não podiam ser simplesmente ignorados e eliminados. A elite governamental do Império, ainda que maçônica, foi obrigada a um termo de compromisso com este Brasil profundo.

    Parte 3: O abismo Brasil – EUA.

       Prado ressalta a diferença radical entre a cultura brasileira e a norte-americana para demonstrar que a constituição de uma república no Brasil era uma insanidade, dado que não tínhamos o perfil cultural para abrigar um sistema como o dos EUA.

       Primeiro o autor apresenta o fato de que os EUA sempre foram voltados para a América, já que sua independência fora uma ruptura radical com a Inglaterra. O Brasil seria voltado à Europa, dada sua independência como transição. Há inclusive a geografia que nos separa dos países andinos e nos isola, tornando-nos uma “ilha” na América ( a tese da ilha Brasil ). A história nos destaca pois a América Espanhola – assim como os EUA – adotou desde o começo de sua independência, o modelo de república democrática americana. No mundo das repúblicas de origem espanhola ( Argentina, México, Peru, etc) o que reinava no século 19 eram sedições, ruína econômica, ditaduras, etc. Já o Brasil Imperial havia adotado a máxima de se reformar dentro de si mesmo, com a própria substância
    Portanto para Prado não havia sentido falar de “fraternidade americana”. A história prova os imensos ódios nacionais entre Bolívia, Chile, Argentina, Paraguai, etc, o que, por tabela, atesta que a república é essencialmente dissolvente e semente de divisões irreconciliáveis.

       Há ainda outro ponto a frisar que é o da Diplomacia dos EUA durante o século 19, baseada no princípio de dividir para reinar. Há muitos exemplos sobre isso. Durante conflitos entre Brasil, Argentina e Uruguai sobre navegação no Rio da Prata, os EUA fizeram exigências exorbitantes ao Brasil, exatamente para jogar o país contra seus vizinhos. Durante a Guerra do Paraguai o governo americano foi cúmplice de Solano Lopez. Quando se tratou de tomar o Texas, o governo dos EUA estimularam a revolta interna contra o governo do México.

       O caso do rei Maximiliano, que chegou ao Ttrono no México, é um belo exemplo. O príncipe francês fazia uma reforma no campo, combatendo a servidão camponesa, buscando a moralização das relações entre camponeses e donos de terras. Os EUA ajudaram a derrubá-lo, pondo no lugar um governo mais aberto à sua influência. Com os generais Diaz e Gonzalez os EUA obtiveram vantagens enormes em vários negócios no México como a execução de obras públicas, concessões de terras e de estradas, o que deixou a infraestrutura do país nas mãos de cias estadunidenses.

       Em 1831 os EUA tomam as Malvinas da Argentina e dão aos ingleses. Promoveram também a separação do Panamá da Colômbia para construir o Canal que favorece seu comércio naval é outro exemplo. Antes disso os EUA fizeram malograr o plano de um canal transoceânico no México a ser feito por uma Cia francesa. O caso do Peru também merece menção: o governo americano passou a apoiar generais que queriam nacionalizar a exploração do Guano – riqueza mineral que funciona como excepcional fertilizante dado seu alto índice de nitrogênio – e depois que eles chegavam ao poder cobravam a conta do apoio exigindo acesso à exploração do mesmo. Isso tudo prova que o papel dos EUA foi extremamente danoso aos países independentes da América espanhola, mais ligados à sua zona de influência, dado o fato de compartirem simpatias políticas com os norte americanos, em razão de terem adotado o mesmo sistema político.

    Parte 4: Os EUA de 1776 e os EUA do século 19.

       Ademais Prado mostra que os EUA da independência ainda tinham algum valor moral, alguma exemplaridade para apresentar. Já os EUA do século 19 depravou-se irremediavelmente. Em 1776 tínhamos uma sociedade abnegada, patriótica e agrária. Prevalecia um capitalismo com religião e moral puritana. Ganhar dinheiro mas para a Glória de Deus. Já em 1870 os EUA havia se tornado outra coisa: agora era uma sociedade industrial burguesa, onde reinavam as grandes cidades, onde imperava a ganância, o capitalismo selvagem e o egoísmo materialista. A partir daí a política nacional começa a ter como base o interesse das grandes corporações. A solidariedade dos tempos tradicionais é abandonada. A cultura do faça por si mesmo, crie a si mesmo, vire-se por si mesmo, vira a lei.

       Isto se refletirá na política externa estadunidense que não será mais baseada, no fim do século 19, em valores mas em alfandegarismo econômico ( política de fronteiras abertas para assegurar lucros de sua indústria em outros países ). A plutocracia – uma nova classe de ricos banqueiros – tomou os partidos políticos e o Estado americano. Andrew Carnegie, grande industrial do aço, usou, nesta época, milícias privadas para matar e reprimir grevistas, com a anuência do governo. Tal contexto levou a uma grave promiscuidade entre público e privado: o homem público, no sistema americano, virara um ventríloquo da plutocracia sem a qual não poderia se eleger. Sua dignidade e independência se perdiam definitivamente.

    Parte 5: Influência moral dos EUA sobre o Brasil.

       Segundo Prado o pior de tudo foi a influência moral americanista sobre o Brasil. Seu exemplo impõe uma nova cultura fundada no individualismo onde preponderam os interesses de grupos econômicos sobre quaisquer outros. Na medida em que os EUA havia virado, de vez, uma sociedade de aventureiros egoístas, ele não tinha nada a oferecer ao Brasil em 1889 a não ser corrupção moral já que nos EUA a corrupção administrativa é a essência dos governos e dos partidos, vendidos ao poder das grandes corporações, já que passaram a depender do dinheiro delas para vencer eleições.

    Parte 6: A monarquia, salvação do Brasil.

       Prado termina sua obra fazendo uma ode à Monarquia. Segundo o mesmo ela ofereceria:

    - Estabilidade;
    -Princípios de virtude, oposição ao materialismo, abnegação e predomínio do interesse comum sobre o particular; na medida em que o monarca não é eleito ele fica livre de obter o poder via eleição, libertando o poder político, por tabela, da influência plutocrática.
    - Solução proletária: monarcas tem interesse direto em solucionar a questão social do trabalho pois sabem que isto pode lhes custar o trono.

       Em certa medida alguns poderiam contra-argumentar que na França de 1792 e na Rússia de 1917 os reis perderam o poder porque não foram sensíveis aos reclamos proletários, o que é verdade. Mas isso se deveu muito mais a falta de visão dos dois monarcas que a um princípio ínsito ao monarquismo.

       Prado também alega que a monarquia no Brasil jamais legitimou a escravidão. Já nos EUA ela foi justificada por panfletos científicos, políticos e religiosos. Aqui no Brasil os escravocratas não foram cínicos a tal ponto, o que só foi possível graças ao espírito essencialmente lusitanista da nossa monarquia, dado que a tradição portuguesa sempre teve a integração de raças como princípio – como bem mostra, aliás, o sociólogo Gilberto Freyre - sendo Portugal mesmo, um país resultante de uma fusão racial entre celtiberos, romanos, visigodos e árabes. Prado prova que, para a monarquia, a escravidão nunca fora uma questão de princípio tanto que foi a Lei Áurea que sedimentou a queda do trono ( o que provaria, mais uma vez, a independência entre trono e os interesses econômicos, dado que tal lei afetava de forma direta a elite agrária ).

    Conclusão

       A república dos EUA é fundada, historicamente, no interesse econômico. Foi ele que gestou sua independência e foi ele, também, que conduziu toda sua história no século 19. Tal interesse é que gera o motor para as luta de classe e para a imanentização final dos valores. Logo é a república americana a preparação necessária para a revolução socialista. Na medida em que ela espalha seus postulados capitalistas-liberais pelo mundo, ela prepara o terreno a fim de que o marxismo, em suas diversas facetas, se instale. Portanto erra a nova direita quando acredita numa solução americanista para o Brasil. Se copiarmos o modelo dos EUA estaremos fadados a ver o país naufragar em revoluções sem fim. Hoje se há marxismo cultural nos EUA é graças à forma republicana de sua vida política, que leva, necessariamente, por força da sua lógica interna, às lutas classistas intestinas em prejuízo da pátria. Um movimento monárquico que não tenha a consciência disso não passa de espantalho de um americanismo que assume uma forma semi-oculta para dominar a vida nacional brasileira com todas as consequências funestas que daí advirão.




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